Viver o momento é mais importante que o registro dele ou o compartilhamento com amigos e desconhecidos.

Vários amigos brindando com taças de cerveja
Vários amigos brindando com taças de cerveja

Sempre que eu vejo vídeos de rituais japoneses de rotina (a busca pelo chá perfeito, por exemplo), isso me ensina um pouco sobre viver o agora.

Quantas vezes alguém (filhos, família, amigos) nos chamou a atenção por estarmos no celular ou olhando para a TV no momento em que deveríamos estar vivendo um tempo de qualidade com essa pessoa?

Em quantas festas você parou de interagir com quem estava ali na sua frente para responder alguém online ou postar uma foto, um “stories”, e levou um tempo considerável escrevendo um texto, tratando a imagem ou vídeo, escolhendo as melhores hashtags? …


É fundamental entender que tudo na vida tem sua própria existência, e ela está inevitavelmente ligada a um espaço temporal. Paciência e aceitação são as palavras a serem trabalhadas.

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O fim do ano chegou e com ele nossas reflexões de fim de ciclo, não é verdade? Eu tenho visto muita gente “cancelando” 2020, esse ano extremamente difícil pra todos nós, em diferentes proporções.

Pessoas que ficaram doentes, perderam seus empregos, se separaram, tiveram entes queridos em situações complicadas de saúde ou mesmo que vieram a falecer.


DISCLAIMER: Esse texto foi originalmente escrito em dezembro de 2010, num período turbulento de minha vida e após várias mudanças e aparições meteóricas que cumpriram papéis importantes. Republicado 10 anos depois, sem alterações.

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Você já parou para pensar que as pessoas exercem um papel na vida umas das outras? Parece simples, por vezes simplório, pensar dessa forma, mas vamos fazer um pequeno esforço nesse raciocínio. Siga o meu e compartilhe o seu nos comentários.

Em muitos momentos, questionamos sobre a brevidade das relações. Um chefe que aparece em nossa vida profissional por um curto espaço de tempo antes de ser demitido ou pedir demissão, um casamento que durou apenas algumas semanas, um “caso” que fez com que você reavaliasse um relacionamento duradouro, um amigo repentino que durou o tempo da certeza que você tinha de que estava no curso ideal da faculdade. …


DISCLAIMER: Texto originalmente escrito em janeiro de 2011 e republicado em 2020 sem alterações

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Durante toda a nossa vida, nós fazemos escolhas. E são essas escolhas que acabam por definir quem somos e quem pretendemos ser. Escolhas fáceis ou difíceis, sofridas ou alegres, rápidas ou bem demoradas. Até mesmo quando não decidimos nada — para não sermos obrigados a escolher — estamos fazendo uma escolha: a da omissão.

De todas as escolhas que fazemos, o que acontece na maioria das vezes é optarmos pelo mais fácil, mais simples, mais cômodo. É de nossa natureza não remar contra a correnteza, deixar-se ser levado pelo caminho, pelas circunstâncias. …


DISCLAIMER: Texto não autoral, recebido em abril de 2011, atribuído a Arthur da Tavola.

Recebi esse texto por e-mail e gostaria de compartilhar. Pode ser piegas em alguns momentos, mas é de uma lucidez necessária para tratar o assunto (não achei que um dia escreveria lucidez e piegas numa mesma frase). Enjoy.

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Aos casados há muito tempo, aos que não casaram, aos que vão casar, aos que acabaram de casar, aos que pensam em se separar, aos que estão juntos, amigados, colados, aos que acabaram de se separar, aos que pensam em voltar.

Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar. …


DISCLAIMER: Esse texto foi originalmente escrito em outubro de 2011, republicado sem alterações em 2020.

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Há algum tempo quero escrever sobre um assunto que me incomoda, desde que mudei para São Paulo, mas que ultimamente tem se tornado tão absurdamente comum, que o incômodo virou indignação. É o fenômeno que eu tomei a liberdade de nomear de “favelados classe média“.

Voltando um pouco na História, quando as cidades, estradas e vias férreas eram construídas (não precisa ir muito longe, Londrina, por exemplo, tem bem menos de 100 anos de idade), podemos avaliar um movimento social bem claro. Os trabalhadores, que se empregavam na construção dessa cidades e vias, ficavam tanto tempo que acabavam transformando suas moradias temporárias em algo mais fixo, traziam família, iam ficando. As esposas e filhos também encontravam trabalho nas redondezas, após ou mesmo durante a construção das cidades. E, em busca de uma vida melhor e oportunidades nesses locais tão novos, formavam as favelas ou invasões, mais tarde transformadas em bairros, comunidades, etc.


DISCLAIMER: Texto originalmente publicado em novembro de 2012, republicado agora sem alterações.

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Eu estava assim, num bar, com colegas de trabalho (e amigos), comemorando o sucesso de mais uma etapa bacana da empresa em que trabalhamos, devidamente cumprida com louvor. De boa, depois de já ter bebido algumas cervejas e interrompido o plano da noite, que era comemorar o aniversário de uma amiga, há alguns quilômetros dali. Nada é por acaso, por certo.

Gabriel chegou de mansinho, franzino para seus 13 anos (segundo ele mesmo disse ter), vestido de xerife, veja só, com coletinho e estrela dourada, vendendo cartelas de adesivos. Nos pediu licença e perguntou se nós compraríamos (eu e a namorada) uma cartela de adesivos, caso ele falasse “obrigado” em 20 idiomas. Por R$ 10, eu fiquei curioso com aquele menino e pedi que ele pronunciasse, muito mais para ajudá-lo que por uma cartela de adesivos, visivelmente muito mais baratas que os dez pilas que ele cobrou. …


DISCLAIMER: Texto escrito originalmente em outubro de 2015 e republicado sem alterações.

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Existem momentos de nossas vidas que começamos a avaliar as coisas. Todas as coisas. E não estou falando de “resoluções de ano novo” (que nunca começam de verdade), mas de profundas avaliações internas, reflexões sobre nossas atitudes e sentimentos, o nosso posicionamento durante a vida. Isso geralmente ocorre em momentos de ruptura, de evolução natural ou “natoral”, sustos, baques, experiências muito fortes ou com a idade e a maturidade. Acho que o ser humano tem algum gatilho que dispara essas consolidações do meio pro fim da vida (será que a gente sente a “hora” chegando? …


DISCLAIMER: Texto escrito originalmente em dezembro de 2015 e republicado sem alterações.

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Há alguns poucos anos eu estava em São Paulo em uma reunião de negócios com brasileiros e portugueses e em algum momento falávamos sobre diferenças culturais. Ele me disse uma coisa que eu não havia percebido e não esqueço desde então.

Nós Brasileiros sempre temos uma opinião a emitir, mesmo que seja sobre um assunto que não dominamos, mesmo que não tenhamos propriedade alguma sobre o tema, mesmo que sequer teoricamente tenhamos buscado aprender. …


Adaptação livre de Marina Colasanti, baseado em experiências pessoais. Texto de abril de 2018.

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A gente se acostuma…

É fácil pro ser humano se acostumar com qualquer coisa. Se já acontece com coisas ruins, imagina coisa boa.

A gente se acostuma e passa a ignorar e não dar valor.

Às vezes não enxergamos detalhes ou coisas muito grandes que passam a fazer parte de nossa vida e passamos a chamar de rotina. Apoio, sossego, calma, sorriso, calor. A gente só vê direito se passa a não ter.

A gente se acostuma.

Os pássaros cantando pela manhã. O cheiro bom de café coado na hora. O cheiro de mato misturado com o som abafado pelas árvores da cidade lá fora agitada. …

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